Resumo
No Valle Santa Felicità, perto de Romano d’Ezzelino, a Ca’ da Roman posiciona-se como um laboratório de viticultura voltada para o futuro. A propriedade trabalha exclusivamente com uvas Piwi — acrônimo do alemão “Pilzwiderstandsfähig”, que significa “resistente a fungos”. Essas variedades reduzem drasticamente o uso de defensivos químicos. Com 18 hectares, dos quais quase sete estão plantados, e uma clara referência arquitetônica à centuriação romana, a empresa associa simbolismo e estratégia. Segundo dados do setor, a área de Piwi na Itália cresce de forma constante, com o Vêneto na liderança. A Ca’ da Roman afirma 40% menos emissões de CO₂ e 70% menos consumo de água. As notas de degustação mostram um amplo espectro: de Metodo Classico a vinho laranja e spumante sem álcool. O fio condutor é pureza, tensão e precisão estrutural. Aqui, Piwi evolui de nicho experimental para alternativa gastronomicamente relevante.
Nosso comentário
O artigo posiciona o Piwi como revolucionário, mas carece parcialmente de nuance. As alegações ambientais são convincentes, porém exigem verificação independente a longo prazo. Interessante é a mudança de “sustentável” como termo de marketing para parâmetros mensuráveis. O maior mérito da Ca’ da Roman reside, contudo, na prova estética: qualidade como legitimação da inovação.
Sobre a autora
Giovanna Romeo é uma jornalista italiana especializada em enologia e reportagens de terroir. Seu estilo combina observação lírica com precisão técnica. A crítica permanece limitada; seus textos às vezes tendem a um enquadramento promocional.
Sobre o editor
Quotidiano.net é uma plataforma italiana de notícias que reúne jornais regionais, incluindo QN Il Resto del Carlino e La Nazione. O meio equilibra cobertura geral e jornalismo de lifestyle. Os artigos sobre vinho situam-se na seção cultural e combinam informação com promoção voltada ao público.